domingo, 4 de março de 2012

Aquecimento Global

A temperatura média da Terra gira em torno de 15º C. Isso ocorre porque gases, como o dióxido de carbono, o metano e o vapor de água na nossa atmosfera, formam uma camada que aprisiona parte do calor do Sol. Se não fossem esses gases, a Terra seria um ambiente gelado, com temperatura média de -17º C. Este fenómeno é chamado de «efeito estufa». Este efeito é o que permite que a vida na Terra tenha tamanha diversidade.

No entanto, nos últimos 100 anos, começámos a usar intensivamente os produtos energéticos acumulados pelo nosso planeta durante milhões de anos em forma de carvão mineral, petróleo e gás natural. As florestas, grandes depósitos de carbono, começaram a ser destruídas e queimadas cada vez mais rapidamente. Todos os gases deste consumo têm ido para a atmosfera, intensificando o efeito estufa.

O agravamento do efeito estufa, provoca desastres naturais como tufões, tornados, furacões, ciclones, grandes tempestades, assim como grandes secas que duram anos. O conhecido «Katrina» é uma consequência  deste fenómeno. O ser humano é o grande responsável por esta situação. O nosso planeta tem-nos respondido, mostrado o seu temperamento.
Este é o maior desafio do século XXI. Como cuidar destas mudanças climáticas?










Os cientistas parece não se entenderem. Os governos, menos ainda. Uma coisa é certa. Após o tsunami de 26 de Dezembro de 2004, a ONU divulgou um estudo mostrando que os desastres naturais aumentaram 60% em relação à década passada. Sabemos isso, temos consciência disso, pois quase todas as semanas temos notícias de desastres em algum ponto do globo.
Para nossa surpresa, há outros cientistas que estão a descobrir que uma parte considerável do excesso de calor existente no planeta, afinal parece que não está apenas a vir de cima para baixo, como resultado do tal efeito de estufa e, como se esperava, fruto de uma mudança atmosférica oriunda da poluição e outros abusos.
Segundo esses cientistas, o excesso de calor que provoca as mudanças climáticas também chegam de baixo para cima, algo no qual o ser humano não tem a menor participação.

O planeta está a aquecer de dentro para fora. É como se no centro da Terra houvesse um reator nuclear descontrolado, e o magma (normalmente em estado de plasma) já está em estado líquido, o que prenuncia mais e mais erupções de vulcões e outros desastres naturais, como terramotos, tsunamis, maremotos, trombas de água e outros, como já aconteceu no ano passado. Chegaram a estar ativos em simultâneo 12 vulcões em todo o mundo.
Então, o que está a causar essa perturbação no magma, no centro do nosso planeta? Parece que são as atividades nos campos magnéticos. Ninguém tem a certeza.

Sabem apenas que desde 1992 o nosso Sol simplesmente piorou, emitindo tais quantidades de energias que afecta concretamente o magma do nosso planeta.
Por exemplo, descobriu-se recentemente que o planeta Saturno criou à sua volta mais um anel.

Dados científicos
enviados pela sonda 'Ulisses' dizem que o Sol mudou o seu campo magnético, causando perturbações nos planetas do seu sistema solar. A Terra, está bem próxima, como sabem. Se continuássemos com este raciocínio iríamos, inevitavelmente, cair no já famoso dossier «2012» e a inversão das atuais massas polares e magnéticas. Não pretendo ir por aí.
Parece-me que estamos tipo sanduíche. A crosta da Terra, onde vivemos, está a receber essas duas pressões: de cima para baixo e de baixo para cima. Estamos no meio.

Para além de fazermos a nossa parte no dia-a-dia, que esforço extra podemos fazer, para ajudar o nosso planeta?
Acredito que enquanto estivermos conscientes apenas ao nível da ecologia, que sendo importante, poucas coisas mudarão. Será uma ajuda, mas relativamente pequena para a atual massa crítica do planeta.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Telescópio Hubble descobre nova classe de planeta com mais água que a Terra

O GJ1214b, mais pequeno que Urano e maior que a Terra, é descrito como um “mundo de água” distante, envolvido numa espessa atmosfera de vapor de água, segundo um estudo que foi aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.


Astrónomos confirmaram a existência de um planeta diferente de todos os conhecidos até agora e que terá mais água que a Terra. O GJ1214b, a 40 anos-luz do nosso planeta, foi descoberto pelo telescópio espacial Hubble.“


O GJ1214b, a 40 anos-luz da Terra, foi descoberto em 2009 por uma equipa liderada por David Charbonneau que trabalhou com uma série de oito telescópios, no estado norte-americano do Arizona. No ano seguinte, uma outra equipa de cientistas, coordenada por Jacob Bean, tinha descoberto que a atmosfera do planeta poderia ser composta maioritariamente por água.

Agora os investigadores conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera deste planeta, através da observação de imagens conseguidas pelo telescópio espacial Hubble. De acordo com a NASA, o GJ1214b tem 2,7 vezes o diâmetro da Terra e uma massa quase sete vezes maior. O planeta completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas, a uma distância de dois milhões de quilómetros. Os cientistas estimam que a temperatura à sua superfície seja de 230º C.

Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas podem calcular sua densidade: apenas dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico, enquanto a densidade média da Terra é de 5,5. Isso sugere que o GJ1214b tem muito mais água que a Terra e muito menos rocha. Por isso, a estrutura interna do planeta seria "extraordinariamente diferente" em relação à Terra. “As elevadas temperaturas e as elevadas pressões podem formar materiais exóticos como ‘gelo quente’ e ‘água superfluída’, substâncias que são completamente estranhas à nossa experiência do dia-a-dia”, comentou Zachory Berta.

Os teóricos acreditam que o GJ1214b se começou a formar longe da sua estrela, onde o gelo era abundante, e que depois se aproximou, passando pela zona onde as temperaturas à superfície seriam semelhantes às da Terra. Os cientistas não sabem dizer quanto tempo ele teria ficado nesta posição.

Este planeta é um forte candidato para ser objecto de estudo do telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018.

                                                                                                      in jornal publico